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Conduta diagnóstica e terapêutica na sinusite da criança
Bernardo Ejzenberg , Tania Sih , Rainer G. Haetinger
J Pediatr (Rio J) 1999;75(6):419-32
RESUMO

Objetivo: Revisar os principais aspectos relativos a diagnóstico e conduta frente à suspeita de sinusite em crianças, segundo a literatura pertinente.

Método: Levantamento bibliográfico.

Resultado: São estabelecidos critérios de suspeita clínica da patologia, de indicação de exames microbiológicos e radiográficos, assim como da abordagem medicamentosa e cirúrgica para as diferentes situações clínicas em que a sinusite é diagnosticada.

Conclusões: A padronização de condutas clínicas frente à sinusite da criança permite uma otimização na suspeita, no diagnóstico, na solicitação de exames comprovatórios assim como na utilização de antimicrobianos e outros fármacos e na cirurgia em casos selecionados.

Introdução

As sinusites constituem, dentro das doenças da via aérea superior, um grupo peculiar, de difícil comprovação, avaliação fisiopatológica e etiológica e, conseqüentemente, um problema para uma adequada intervenção terapêutica(1,2). Diferentemente das doenças da cavidade oral e da orelha média, as cavidades paranasais não podem ser observadas diretamente ao exame físico(3-5). A coleta de material local para exame, tão recomendada para comprovação de infecções faríngeas, também não é realizável rotineiramente(4). A avaliação causal também é difícil, pois diferentes agentes químicos (partículas de combustão, gases, pólen) e infecciosos podem originar inflamação sinusal(6,8). Muitas vezes esses agravos são simultâneos ou seqüenciais, como as infecções bacterianas que se associam a inflamações rinossinusais alérgicas ou virais(8). Além dessas dificuldades iniciais na avaliação das sinusites, há também outras durante a evolução do quadro, em que são também limitadas as possibilidades de avaliação da resolução/agravamento da inflamação local, esterilização da cavidade e mucosa, assim como reconhecimento dos casos com retenção de secreções sinusais (obstrução ostial)(9-11). Esse conjunto de incertezas tem se prestado a interpretações diversas quanto à ocorrência das sinusites e ao estabelecimento de critérios diagnósticos e terapêuticos(12-14).

Por todos esses motivos, as sinusites estão há décadas no centro dos debates pediátricos, otorrinolaringológicos, e radiológicos, recentemente reavivados(15-18). Isso decorreu da preocupação com a progressiva resistência antibiótica das bactérias, em que um significativo fator implicado é o uso inadequado e excessivo de antibióticos(19-21). Freqüentemente essas indicações supérfluas de antimicrobianos são feitas para o tratamento de crianças com supostas sinusites bacterianas e outras infecções de vias aéreas(2,22-24). O recente reenfoque diagnóstico e terapêutico das sinusites e de outras inflamações/infecções da via aérea parte desse ponto(4,20,23,24). Paralelamente, nas últimas duas décadas um conjunto de estudos desenvolvidos nos EUA determinou parâmetros clínicos para o reconhecimento da sinusite na criança, assim como ofereceu subsídios para o estabelecimento de condutas terapêuticas padronizadas(25,30). Esse conjunto de medidas foi, recentemente, adotado por consenso de pediatras e otorrinolaringologistas americanos e europeus(31). Os autores do presente artigo apresentam essas conclusões, assim como revisam outros aspectos relevantes do diagnóstico e da terapêutica das sinusites da criança, à luz da experiência dos Serviços Médicos que representam.

Aspectos epidemiológicos

A incidência das doenças respiratórias na criança aumentou nas últimas décadas e, dentre essas, a sinusite. Os aspectos determinantes desse aumento estão relacionados a mudanças no estilo e nas condições de vida da população, que propiciaram, direta ou indiretamente, o aumento da intensidade e/ou freqüência de fatores agressivos à mucosa sinusal- infecciosos, químicos e alérgicos (ver fisiopatologia)(36-37).

Com relação ao meio ambiente, houve progressiva urbanização da população infantil, com piora da qualidade do ar inalado, intra e extra domiciliar(8). Nos domicílios, a fumaça do cigarro e o gás de cozinha são agravos que obtêm maior impacto à medida que os ambientes sofreram progressiva redução de dimensões. Ao lado disso, freqüentemente há escassa insolação, que promove a umidade e o aumento dos alérgenos (ácaros e fungos) inalados(36). A poluição extra-domiciliar acentuou-se também, pelo intenso contato com os resíduos de combustão dos automóveis, tanto gases como elementos particulados(38). Na zona rural, onde o meio ambiente é mais preservado, ainda assim extensas queimadas passaram a determinar, em muitos locais, níveis de poluentes acentuadamente irritantes para a via aérea(8).

Quanto ao estilo de vida, o trabalho feminino determinou que a freqüência a creches e a escolarização precoce passassem a ser habituais, o que levou à grande elevação nos índices de infecções respiratórias(39,40). Nesses locais a transmissão de agentes virais é facilitada, determinando uma prevalência de quadros respiratórios cinco ou mais vezes superior ao que se verifica entre as crianças no domicílio(39,40). Um outro hábito que se acentuou em uma parcela da população urbana é o da natação. Essa prática, que pode apresentar algumas outras vantagens para a saúde da criança, está atrelada ao aumento da irritação da mucosa rinossinusal e à ocorrência de sinusites(6,41).

O trabalho externo das mulheres (mães) também teve outras implicações como o desmame precoce, a alimentação com leite de vaca e a utilização de alimentos industrializados (com aditivos químicos). Todos propiciam a ocorrência de alergia alimentar, com possível impacto nos quadros respiratórios(42,43).

Dentre as doenças respiratórias, as sinusites passaram a ter um papel progressivamente mais reconhecido tanto entre as crianças com problemas respiratórios agudos quanto entre aquelas com problemas crônicos(44-47). Nas últimas três a quatro décadas, o diagnóstico da sinusite aguda, nos atendimentos de urgência, elevou-se em mais de dez vezes. Há três décadas a freqüência de diagnósticos de sinusite era de 0,2% nos atendimentos pediátricos de urgência, incidência que hoje está estimada entre 0,5 e 5%(44-47). O aumento do número de casos reconhecidos de sinusites se deve a um real incremento na ocorrência do quadro e a uma atenção progressivamente maior dos pediatras e otorrinolaringologistas para o mesmo(3,21,48). Porém, o acometimento das cavidades paranasais é muito mais freqüente do que o reportado pelos índices acima citados(49,51). As freqüentes rinofaringites virais agudas poderiam, em significativa parcela dos casos, ser reconhecidas como rinofaringossinusites(51). De fato, as cavidades paranasais são contíguas, têm o mesmo epitélio e comunicam-se diretamente com a fossas nasais, sendo infectadas concomitantemente(12).

O diagnóstico de sinusite crônica (duração superior a três meses) também tem sido mais freqüentemente estabelecido(31,47,52). Particularmente entre os alérgicos, mucoviscidóticos e portadores de discinesia ciliar primária, uma atenção dirigida a patologias crônicas rinossinusais tem elevado o índice de reconhecimento de complicações nesses sítios(53,54).

Há, ainda, uma grande diferença entre os índices que estimam a incidência dos quadros agudos e os que indicam a prevalência dos crônicos em diferentes amostras populacionais(55,57). Essa variação de índices, muitas vezes, é aparente e reflete apenas a utilização de diferentes critérios diagnósticos. Atentamos para uma distorção que tem se verificado em muitos locais. Decorre da valorização das radiografias simples das cavidades paranasais, realizadas em um grande contingente de crianças equivocadamente diagnosticadas como portadoras de sinusite aguda (ver comprovação diagnóstica)(3). Em princípio, só devemos aceitar variações maiores quanto à incidência e à prevalência das sinusites apenas quando as populações ou amostras das pesquisas forem diversas quanto à faixa etária e à presença de outros fatores de risco(58-62).

Fisiologia e fisiopatologia das cavidades paranasais

As cavidades paranasais maxilares e etmoidais estão presentes ao nascimento, embora com dimensões reduzidas; os seios frontais e esfenoidais começam a se desenvolver após os três anos de idade(12,50,63).Essas cavidades ósseas têm comunicação com o nariz, de onde recebem o ar inspirado, para aquecimento e filtração. A integridade anatômica e funcional das cavidades paranasais depende do sistema imunitário, pois continuamente gases irritantes, partículas em suspensão no ar e microorganismos têm acesso a esses sítios anatômicos(64).

As imunoglobulinas presentes na secreção da mucosa de revestimento permitem a neutralização das bactérias e dos vírus que atingem a cavidade sinusal a partir do nariz. Os anticorpos da classe IgA representam ¾ das imunoglobulinas locais, tendo incremento no início das agressões infecciosas; já as IgG aparecem na fase tardia dos quadros infecciosos(12,65). O sistema mucociliar agrega e transporta partículas e microorganismos em direção à cavidade nasal, drenando as secreções através de orifícios localizados junto aos cornetos. Um fator fundamental para a funcionalidade do sistema de defesa das cavidades paranasais é a patência desses óstios de comunicação com a fossa nasal. Quando há obstrução de drenagem e acúmulo das secreções intrassinusais, os microorganismos comensais da cavidade nasal, particularmente as bactérias, multiplicam-se na coleção líquida e promovem a inflamação da parede sinusal(66,67). As principais bactérias envolvidas são as aeróbias com maior poder patogênico, que habitualmente colonizam a cavidade nasal - Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis(6,39,67). Nos casos de obstrução ostial prolongada, outros microorganismos como o Staphylococcus aureus e diversas bactérias anaeróbias podem desenvolver-se. Em imunodeficientes e diabéticos ocorrem algumas vezes infecções por fungos- Aspergillus sp, Nocardia sp(68,69).

A fisiopatologia das sinusites é determinada por fatores da criança (sistêmicos e locais) e do meio ambiente(70). Em relação ao paciente, favorecem as inflamações uma menor competência imunológica, como ocorre nas deficiências de anticorpos, diabetes, mucoviscidose (em que as secreções são mais espessas), alergia respiratória, discinesia ciliar primária e AIDS(65,69). Especificamente em relação às características das cavidades paranasais, diferentes aspectos determinam inflamações mais freqüentes e/ou intensas. Na Figura 1, observa-se o aspecto anatômico normal, como visto na tomografia computadorizada coronal. Têm recebido progressiva atenção as deformações anatômicas, congênitas ou adquiridas, da parede nasal lateral, do septo e das estruturas justa ostiais, particularmente do complexo óstio-meatal (COM)(11,71-74). Esse sítio anatômico está localizado abaixo do corneto médio e recebe as secreções das cavidades paranasais anteriores. Alterações do COM têm grande importância na fisiopatologia das sinusites recorrentes e crônicas. Uma outra alteração anatômica próxima, a hipertrofia adenoideana, pode promover, também, acúmulo de secreção na fossa nasal, obstruções ostiais secundárias e sinusopatia(75).

Figura 1 -
Tomografia computadorizada no plano coronal mostrando o complexo ostiomeatal: cavidade paranasal maxilar (sm), óstio de drenagem da cavidade paranasal (o), infundíbulo etmoidal (*), processo unciforme (u), meato médio (mm)

Os fatores ambientais geralmente são os desencadeantes das inflamações sinusais. São constituídos por um ou mais vírus, bactérias, alérgenos e poluentes inalados(27,42,63). No caso mais freqüente, o quadro de sinusite é desencadeado por infecção viral por Rinovirus, Adenovirus, Vírus Respiratório Sincicial, Para-Influenza e ainda outros, que acometem diretamente a mucosa de uma ou mais cavidade paranasal(15,20,76). A duração do processo é de aproximadamente uma semana. Por vezes, em algumas crianças, ocorre o agravamento da inflamação sinusal. Isso decorre de um ou mais dos seguintes aspectos: patogenicidade exacerbada do agente viral, reduzida competência do sistema de defesa da criança, alteração da estrura da cavidade paranasal e,ainda, concomitância de outros agravos ambientais(8,77,78). Nesses casos mais intensos de inflamação da mucosa nasossinusal, há freqüentemente obstrução ostial com acúmulo de secreções intrassinusais, que são substrato para a multiplicação bacteriana secundária(71,72).

As infecções bacterianas primárias são pouco freqüentes, geralmente decorrentes de mergulho em água contaminada de piscinas(41,58). Nessa circunstância, enterobactérias gram negativas originam quadros de intensa inflamação local, muitas vezes com repercussão sistêmica.

As inflamações sinusais agudas determinadas por alérgenos inalados seguem um padrão um fisiopatológico um pouco diverso dos descritos anteriormente. Nesses casos o fator desencadeante da alergia é geralmente persistente, com ação nasal e sinusal, determinando quadros mais prolongados(79,80). Como a obstrução da drenagem sinusal é mais duradoura, as infecções bacterianas secundárias tendem a ocorrer com maior freqüência.

Inflamações recorrentes e/ou persistentes das cavidades paranasais determinam alteração da mucosa (com hipo ou hipertrofia) e, por vezes, alteram o próprio osso, podendo ocasionar erosão ou calcificação(73,81). Secundariamente fica prejudicada a capacidade de defesa local, conduzindo à cronificação do processo. Esse processo fisiopatológico é determinado por repetidas exposições aos desencadeantes acima citados e/ou pela presença de fatores predisponentes da criança(82,83). No primeiro caso, estão as crianças expostas precocemente a escola e creche (infecções virais repetidas) ou natação (bactérias)(40). Na segunda circunstância, estão os pacientes com alergia rinossinusal ou alterações anatômicas locais (determinando obstrução dos óstios de drenagem)(42,83). Um grupo de crianças que merece atenção especial quanto à recorrência e cronificação das sinusites são os mucoviscidóticos, diabéticos e portadores de discinesia ciliar primária(12,31,69).

Diagnóstico e conduta nas sinusites agudas

A inflamação das cavidades paranasais com duração inferior a três meses foi denominada sinusite aguda, em recente Consenso Euro-americano(31). Porém, alguns autores somente consideram como agudos os quadros com duração inferior a um mês, referindo-se àqueles com história entre um e três meses como subagudos24. Uma vez que a conduta diagnóstica e terapêutica é uniforme para os quadros com duração inferior a três meses, adotamos no presente artigo a classificação do referido consenso(24,31,48,82,84).

A sinusite aguda geralmente é simultânea à rinofaringite viral, pouco sintomática e, principalmente, autolimitada, com duração inferior a uma semana(21,52). Nessa situação clínica a manifestação de febre, tosse e secreção nasal tem um curto período ascendente com redução progressiva da sintomatologia até o término. De modo geral, a comprovação diagnóstica da inflamação sinusal nessa circunstância é dispensável pela ausência de implicações clínicas. Mas existem situações em que a benigna evolução da rinofaringossinusite, acima descrita, pode não ocorrer, havendo agravamento ou persistência das manifestações clínicas(31). Denominaremos esses quadros de sinusite aguda complicada. Sob aspecto clínico, esses quadros agudos complicados de rinofaringossinusite podem se apresentar de três formas, que definiremos na presente revisão como complicação precoce extra-sinusal, precoce intra-sinusal e persistente(24,26,63).

A complicação precoce intra-sinusal é reconhecida frente a um quadro de rinofaringossinusite aguda em que há agravamento da clínica após o terceiro dia de evolução, marcado principalmente pela febre e, por vezes, pela dor facial. O diagnóstico clínico de sinusite aguda complicada intra-sinusal objetiva delimitar um subgrupo de crianças em que a possibilidade de infecção bacteriana secundária já é elevada. Pesquisas realizadas nessa situação clínica, empregando punção sinusal, concluíram pela ocorrência de 50% de infecção bacteriana(39,67,85). É interessante observar que a outra metade dos casos permanece intensamente sintomática, mas tem natureza apenas viral.

É interessante ressaltar que nessa circunstância o pediatra e o otorrinolaringologista estarão frente a um paciente febril com tosse e secreção nasal mantidas, e que outros sítios anatômicos- via aérea e orelha média- devem ser avaliados concomitantemente(23,28). Nessa forma clínica de sinusite complicada são considerados secundários os aspectos relativos à caracterização da secreção quanto cor e quantidade, bem como quanto intensidade da tosse(45,46,85). Esses aspectos relativos à sintomatologia são importantes. Erroneamente, muitas vezes, são estabelecidas suspeitas de sinusite complicada em crianças com tosse coqueluchóide ou com secreção nasal de coloração amarelada, ambas com duração inferior a dois dias; e ainda com cefaléia isolada(16,86). Esses sinais e sintomas, quando breves e isolados, não indicam o diagnóstico clínico de sinusite aguda complicada(21).

Uma vez estabelecido o diagnóstico, em base puramente clínica, os exames auxiliares têm pouco a oferecer (ver comprovação diagnóstica)(31). A conduta em todos os casos toma por base o subgrupo com infecção bacteriana secundária, sendo iniciada a antibioticoterapia86. Os diversos autores têm indicado a prescrição de amoxicilina na dosagem mínima de 40mg/kg/dia(19,67). Temos optado por dosagem maior- 70 mg/kg/dia -, objetivando tratar o Streptococcus pneumoniae parcialmente resistente às penicilinas(19,24,28). Mesmo considerando a resistência de parte dos Haemophilus influenzae e da quase totalidade das Moraxella catarrhalis à amoxicilina, o resultado do tratamento tem-se mostrado satisfatório em 90% dos casos(24,28,87). A utilização da amoxicilina-clavulanato (30 mg/kg/dia) ou das cefalosporinas de segunda geração, como a cefuroxima (30 mg/kg/dia), deve ser reservada apenas para as falhas terapêuticas. Esses fármacos bem como outros- cefalosporinas de terceira geração e macrolídeos -, não obtêm resultados terapêuticos superiores no tratamento da sinusite aguda complicada (90% de eficácia)(24,28,87). Fazem exceção algumas infecções por bactérias resistentes à amoxicilina41,58. Esse aspecto é interessante, pois embora os antibióticos mais recentes tenham um perfil de atuação melhor nos estudos in vitro, isso não é observável nos ensaios terapêuticos comparativos(23,24).

O diagnóstico clínico de sinusite aguda persistente é estabelecido para as crianças que, após 10 a 14 dias do início da rinofaringossinusite, persistem com tosse diuturna e secreção nasal(24,84). Esses casos são afebris ou quase. A situação clínica é bastante semelhante à descrita para a complicação aguda intra-sinusal, apenas a intensidade do quadro é menor. A probabilidade de estarmos frente a um quadro de sinusite bacteriana é de cerca de 50%, e os exames comprobatórios também têm escassa utilidade(24,84). Frente ao reconhecimento clínico do quadro e ao afastamento de outras possibilidades causais, a conduta é antibiótica. Também nessa circunstância a amoxicilina é a droga de escolha, sendo os outros antibióticos reservados para as falhas terapêuticas (10%)(24,84).

A complicação precoce extra-sinusal fica definida pela disseminação da infecção sinusal para outro sítio anatômico, contíguo ou distante(57,88). É reconhecida nos primeiros ias de rinofaringossinusite nos pacientes em que há acometimento do tecido celular subcutâneo justa-sinusal, da órbita, intracraniano ou quadro de sepse(82). A clínica é febril, com variada toxemia, e as alterações ao exame físico são próprias dos locais infectados. Esses casos são graves, os pacientes são internados e recebem antibioticoterapia parenteral, que busca abranger as bactérias mais prováveis- Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae(57,82,88). Geralmente prescreve-se uma cefalosporina de terceira geração- ceftriaxona ou cefotaxima, na dosagem de 50 a 100 mg/kg/dia(57). Pelas peculiaridades envolvidas nesses tratamentos, inclusive pela possibilidade de intervenção cirúrgica, remetemos o leitor às revisões de terapêutica de meningite, abscesso cerebral, trombose de seio cavernoso assim como de abscesso intra-orbitário(82,88). Na Figura 2, observa-se abscesso intra-orbitário.

Figura 2 -
Tomografia computadorizada no plano axial mostrando sinusite etmoidal e esfenoidal à direita, complicada com coleção líquida extraconal (abscesso) junto à parede medial da órbita

No tratamento das sinusites agudas complicadas, é supérfluo o uso de antiinflamatórios não hormonais, anti-histamínicos, descongestionantes sistêmicos, mucolíticos e as nebulizações(89). São recomendadas as lavagens locais com solução fisiológica amornada para remoção de secreções38. Quando a congestão e o edema dos cornetos nasais forem acentuados, provocando dor e obstrução acentuadas, os descongestionantes simpatomiméticos tópicos nasais podem ser utilizados, por um prazo não superior a cinco dias, para não provocarem rinite medicamentosa(38). Menos freqüentemente, os corticóides tópicos nasais podem ser indicados em alérgicos sintomáticos quando se deseja reduzir o edema do COM, permitindo ventilação e drenagem mais eficazes das cavidades paranasais(90,91).

 

Diagnóstico e conduta nos casos crônicos e recorrentes

A classificação de sinusite crônica é estabelecida para os quadros com manifestação clínica continuada por período superior a três meses(31). Pode haver fases de piora, denominadas exacerbações agudas da rinossinusite crônica. Esse quadro difere da sinusite aguda recorrente, que consiste em múltiplos episódios agudos (ao menos três por semestre), entre os quais os sinais e os sintomas desaparecem completamente(31,38,71).

A abordagem clínica desses quadros repetidos ou prolongados de sinusite pode diferir daquela adotada para os quadros agudos, como se verá na seqüência do texto. O diagnóstico pode demandar além da suspeita clínica (pela história e exame físico), uma segunda fase- de comprovação.

A suspeita clínica baseia-se essencialmente na história e, secundariamente, no exame físico(38). Na história, deve-se tentar abranger um longo período de tempo, caracterizar os episódios de doença e os períodos intercríticos. Nem sempre a diferenciação entre os habituais episódios gripais e os quadros recorrentes/persistentes rinossinusais é simples, mas deve ser feita com cuidado(40). Isso pode ser dificultado pela clínica pouco sintomática de algumas sinusites crônicas(92). As respirações nasal e oral, diurna e noturna, assim como as obstruções unilaterais ao fluxo aéreo são elementos importantes na avaliação. Também devem ser objeto de inquérito atento as manifestações de alergia, importante fator de recorrência e cronificação sinusal(93). Nesse item devem ser registradas a detecção de prurido nasal/faríngeo, de espirros e a reação respiratória a alterações ambientais. Relativas a esses aspectos são também as questões sobre os hábitos e condições de moradia da criança, inclusive as alterações recentes(4,94,95). Estes aspectos são fundamentais para o estabelecimento do plano terapêutico e profilático dos casos de rinossinusite crônica e recorrente. Alguns grupos de crianças são particularmente propensos à ocorrência de sinusopatias e devem ser identificados à história- mucoviscidóticos, imunodeficientes e crianças com distúrbios da motilidade ciliar e refluxo gastro-esofágico(69).

Os sinais clínicos do paciente com sinusite crônica habitualmente estão acentuados quando da apresentação ao médico, à semelhança do que ocorre na sinusite aguda(96). São habituais tosse, secreção nasal purulenta, obstrução nasal, drenagem de secreção nasal pela rinofaringe e,eventualmente, febre. Em escolares e pré-adolescentes, podem ser observados cefaléia, dor facial, pressão sinusal, edema localizado e, algumas vezes, dor nos dentes da arcada superior(96). A halitose é queixa freqüente dos pais. O quadro quando assim florido é de fácil reconhecimento, porém em algumas circunstâncias sinais e sintomas podem ocorrer isoladamente, como comentaremos a seguir.

A tosse pode ser praticamente a única manifestação da sinusopatia crônica(97). A característica de ocorrer logo ao deitar e ao acordar da criança é sugestiva do diagnóstico, e deve-se à drenagem de secreção posterior para a faringe. Essa característica da tosse é diversa daquela verificada na alergia da via aérea inferior, que ocorre preferencialmente de madrugada, aspectos orientadores do diagnóstico diferencial(33).

Obstrução nasal isolada, sem secreção, raramente é a queixa da criança/família na qual se apresenta o quadro de sinusite recorrente ou crônica(98,99). Mais freqüentemente essa queixa isolada aparece em situações de hipertrofia dos cornetos (seja de etiologia alérgica ou infecciosa), desvio de septo acentuado, pólipo e corpo estranho(98,99).

A presença de secreção nasal persistente, com característica variada- aquosa, mucóide transparente, purulenta ou com traços de sangue, pode constituir a manifestação clínica isolada da sinusite crônica(67,85). Porém, na presença de secreção nasal persistente deve ser feito diagnóstico diferencial com múltiplos resfriados seqüenciais, rinite alérgica isolada, corpo estranho (secreção unilateral) e disfunção do epitélio respiratório, como ocorrem na fibrose cística e discinesia ciliar primária(56,95).

A drenagem de secreção nasal pela faringe, muitas vezes, é referida pelas crianças escolares e pode parecer como queixa isolada, mas ela geralmente também origina tosse noturna, que pode ser confirmada pelos familiares. O diagnóstico diferencial, nesses casos, deve ser feito com o quadro de hipertrofia adenoideana, que origina com freqüência secreção nasal posterior(98,99).

Isoladamente, a halitose constitui rara forma de apresentação da sinusite crônica, pois nesses casos o odor produzido pelas infecções anaeróbias origina concomitantemente secreção e obstrução nasais. Mais freqüentemente, a halitose é determinada por outro motivo- caseum amigdaliano e, eventualmente, por corpo estranho nasal(4).

A cefaléia como apresentação isolada de sinusopatia é rara(86,100). Pode ocorrer quando há pontos de contato da parede nasal lateral com o septo e nos casos de obstrução do COM. Em especial, alguns casos de sinusites esfenoidais crônicas podem apresentar a cefaléia como único sintoma(100). Na maior parte das queixas de cefaléia isolada, a sinusopatia não está envolvida, porém equívocos diagnósticos são freqüentes nessa situação. São determinados pela realização de radiografias simples das cavidades paranasais, exames de reduzida especificidade no diagnóstico da sinusite crônica (ver exames auxiliares)(3). Dessa forma, com freqüência são erroneamente estabelecidos diagnósticos de sinusite para pacientes com enxaqueca, distúrbios visuais e quadros psicossomáticos.

Febre a esclarecer é uma forma de apresentação da sinusopatia citada por vezes(39,67). Porém a aceitação fisiopatológica desse quadro clínico é pouco plausível. Demandaria a ocorrência de infecção intra-sinusal de porte que ao mesmo tempo não resultasse em qualquer outra manifestação local (pois deixaria de constituir uma febre a esclarecer). Acreditamos que os relatos de sinusopatia crônica como causa de febre a esclarecer constituam absoluta raridade. Algumas vezes, decorrente da dificuldade de exploração microbiológica desses quadros, esse diagnóstico é inadequadamente comprovado e presta-se para a introdução de antibioticoterapia empírica(21,47).

O exame físico frente à suspeita de sinusite crônica/recorrente deve atentar para distorções anatômicas da estrutura crânio-facial, particularmente do nariz(96). Deformidades anatômicas podem propiciar a ocorrência de sinusopatias. A comprovação de edema localizado, a verificação de obstrução nasal uni ou bilateral, assim como a presença de secreção nasal, são aspectos sugestivos do diagnóstico, que, surpreendentemente, por vezes não são relatados na história (“porque é sempre assim”). A comprovação de dor localizada sobre as cavidades paranasais são sugestivas de inflamação crônica, mas podem originar por vezes respostas equivocadas, na dependência da personalidade da criança. O exame mais simples do vestíbulo nasal pode ser feito pelo pediatra, levantando a ponta do nariz com o indicador e utilizando a luz do otoscópio(101). Nessas condições, é possível observar a presença ou não de secreção, a coloração e o tamanho da cabeça do corneto inferior. Se a mucosa do corneto for mais pálida, sugere um quadro de atopia, se mais hiperemiada, um quadro infeccioso(101). A verificação dos cornetos, portanto, permite realizar ao menos parte do diagnóstico diferencial na suspeita de sinusite crônica ou recorrente(98,99)

Ao final da fase de suspeita clínica, com a avaliação pela história e pelo exame físico, o diagnóstico da maior parte dos casos de sinusite crônica e recorrente pode ser estabelecido(31,53). A fase seguinte é a de comprovação, por exame tomográfico, com avaliação nasossinusal anatômica e funcional por exame nasofibroscópico (ver adiante métodos auxiliares)(90,98,102). Esses exames são complementares, permitem a detecção de fatores fisiopatológicos locais e são fundamentais para o estabelecimento do plano terapêutico de cada caso.

Para os casos em que houver suspeita de doenças sistêmicas de base ou outras com localização rinossinusal, devem ser realizados exames auxiliares específicos dirigidos a essas patologias, como glicemia de jejum, cloro no suor, estudo da imunidade, sorologia para o HIV, etc(69).

Terapêutica- o planejamento terapêutico dos quadros recorrentes e crônicos abrange a resolução de mecanismos e fatores fisiopatogênicos e o tratamento dos episódios agudos/exacerbações(103)103.

Os episódios agudos dos quadros recorrentes e as exacerbações dos quadros crônicos são abordados terapeuticamente à semelhança do exposto para a sinusite aguda(24,103). A antibioticoterapia fica portanto indicada após o terceiro dia de manifestação clínica febril ou quando há manutenção da tosse por mais de dez dias (ver diagnóstico e terapêutica da sinusite aguda). A antibioticoterapia é utilizada de duas a seis semanas, geralmente duas a três, devendo prosseguir por uma semana após o término das manifestações clínicas da sinusite(12,103). O antimicrobiano deve ser selecionado individualmente, segundo os antecedentes de tratamento recente, devendo-se evitar a repetição dos mesmos fármacos para redução da falha terapêutica(12,38). Quando não houver ingestão de antimicrobianos nos dois últimos meses, utilizamos, a princípio, a amoxicilina na dosagem de 70 mg/kg/dia, como nas sinusites agudas(57). Frente à ausência de resposta clínica- manutenção da febre por três dias e/ou da tosse por uma semana, substituímos por amoxicilina-clavulanato (30 mg/kg/dia) ou por cefalosporina de segunda geração (cefuroxima-30mg/kg/dia), objetivando o tratamento de cepas produtoras de beta lactamase (Haemophilus sp, Moraxella catarrhalis, alguns anaeróbios)(38,104). Outra opção, para infecções renitentes, pode ser a cefalexina que objetiva o tratamento do Staphylococcus aureus103. Eventualmente, pode ser associado a um dos antibióticos já citados, o metronidazole, para tratamento de algumas infecções mistas que incluam anaeróbios(57).

São raros os casos que não obtém resolução das manifestações clínicas ou que originam disseminação extra-sinusal da infecção. Nessas circunstâncias, está indicada a coleta de material intra-sinusal para avaliação microbiológica(53,103,104).

Uma medida terapêutica sempre recomendável é a lavagem nasal duas vezes ao dia que objetiva a remoção de secreções e crostas, substrato para multilicação bacteriana(105). Adicionalmente a limpeza resulta em melhora da motilidade ciliar local e possibilita uma adequada aplicação nasal de outros produtos, eventualmente necessários, como os corticosteróides tópicos106. Para essa higiene é utilizada solução salina hipertônica tamponada (amornada), aplicada com seringa ou conta-gotas. A preparação também é conhecida por Solução de Parsons(105). Essa pode ser preparada no domicílio, com uma colher de chá com sal de cozinha e uma de bicarbonato de sódio em pó, diluídas em 250 ml de água fervida(105). A solução deve ser renovada a cada semana.

A abordagem terapêutica dos quadros recorrentes e crônicos deve objetivar a eliminação dos fatores fisiopatogênicos. Sempre que possível devem ser evitadas a sfreqüências a creches e berçários, assim como a exposição a piscinas(40). As crianças alérgicas devem ser identificadas para abordagem específica. São reconhecidas pela história clínica e familiar, pela citologia nasal e, se necessário, pela dosagem sérica de IgE(93,107). Para esses pacientes, como medida geral, a higiene do ambiente físico sempre é recomendável, pela potencial sensibilidade da mucosa respiratória a diferentes substâncias presentes nas proximidades da criança. Deve-se objetivar a redução da poeira domiciliar (e dos ácaros); com a remoção de carpetes, cortinas, colchas e brinquedos de pelúcia. Também recomenda-se colocar capas em colchões e travesseiros, ferver a roupa de cama (inclusive as capas protetoras); assim como o usar no domicílio substâncias acaricidas e denaturantes de pelo de animais de estimação (solução de ácido tânico, benzoato de benzila em pó)(60).

Alérgenos derivados de baratas (Periplaneta americana) em populações de baixo nível sócio-econômico têm maior gravidade na asma, com poucos estudos na alergia nasal. Entretanto, como medidas de higienização, recomenda-se evitar o acúmulo de restos de comida e a colocação de iscas para controle do crescimento, bem como o fechamento dos pontos por onde esses insetos têm acesso à casa.

O alérgeno principal do gato é o Fel d I, encontrado na pele, no pêlo, na saliva e na urina do gato. O alérgeno principal do cão é o Can f I e tem características similares às do gato. Os alérgenos do gato e do cachorro têm baixo peso molecular, sendo facilmente dispersos, são muito viscosos e aderem firmemente às superfícies, sobretudo nos móveis estofados, e podem ser coletados das paredes da residência de onde o animal tenha sido removido há até seis meses. Diante de um paciente com grau elevado de sensibilidade a esses alérgenos, recomenda-se a total exclusão dos animais da residência. Na impossibilidade, os mesmos deverão ser mantidos no exterior da casa, com recomendação de banho semanal. Para a remoção dos antígenos do ambiente domiciliar, o emprego de aspiradores de alta potência com filtros especiais (HEPA) tem sido recomendado.

Providências relativas à redução da umidade dos ambientes da casa também podem promover a redução dos ácaros (que requerem pelo menos 50% de umidade relativa do ar para sobreviver), como também do mofo. Este pode também ser reduzido pela aplicação direta de detergente clorado em molduras de janelas, azulejos de banheiros, cantos de paredes, interior de armários e outros lugares necessários.

Os casos mais acentuados deverão ser enviados ao alergista, para a realização de testes cutâneos de sensibilidade e exames de radioimunoensaio (RAST), como tentativa de identificação de alérgenos(27,79,90). Essas avaliações podem resultar em algumas recomendações profiláticas específicas para alérgenos inalados ou ingeridos. A indicação de dessensibilização vacinal é controversa(27,79,90).

Nos pacientes com sinusite crônica/recorrente em que a rinite alérgica esteja sintomática recomenda-se o uso de corticosteróides tópicos nasais(7,108,109). Como a corticoterapia é imunossupressora, a infecção concomitante já deverá estar controlada. Dessa forma, na prática clínica, o corticosteróide é prescrito para ser iniciado após a antibioticoterapia, quando os cornetos nasais estiverem hipertróficos, causando obstrução nasal, e a secreção já não apresentar caráter purulento. O furoato de mometasona pode ser ministrado em aplicação única diária. Esse produto mostrou incidência de efeitos colaterais semelhante à do placebo em estudos clínicos de tolerabilidade, que avaliaram crianças com rinite alérgica de idade entre três e doze anos(109,110). A apresentação aquosa de alguns desses esteróides nasais é melhor tolerada pelas crianças (79,91,106,109). Outra opção de corticosteróide tópico é a budesonida que pode ser utilizada para crianças com idade entre dois e quatro anos, na forma de uma borrifada (puff) em cada narina duas vezes ao dia, durante um mês. Para pacientes com idade superior a cinco anos podem ser aplicadas tres borrifadas diárias, por prazo de até três meses, segundo a monitoração dos sinais e sintomas. Outros corticosteróides tópicos são o acetato de triancinolona, o propionato de fluticasona, o dipropionato de beclometasona e a flunisolida.

Também os anti-histamínicos (competem com a histamina pelo receptor H1) de segunda geração não sedantes - loratadina, cetirizina e cetotifeno podem ser utilizados por via oral em casos de rinossinusites com importante componente alérgico associado(111). Constituem tratamento eficaz para espirros, prurido e rinorréia aquosa, associados à rinite alérgica, mas têm pouca, ou nenhuma, ação sobre a obstrução nasal. Porém, o uso prolongado induz a tolerância e ocorrência de efeitos adversos- como alterações do humor e hiperfagia36. Dessa forma a indicação deve ser limitada a curtos períodos de tempo, especialmente nas estações de maior manifestação clínica - outono e primavera. Os anti-histamínicos nasais em spray têm sido utilizados com eficácia em pacientes com rinite sazonal (febre do feno) associada à sinusite(91). Esse quadro é relacionado com a estação polínica, infreqüente em nosso país (com exceção de algumas regiões ao sul). A utilização de anti-histamínicos tópicos, anti-H1, pode ser de limitada utilização em crianças, devido à irritação local (com ardência) que pode ocorrer logo após a aplicação(89). Isso origina baixa adesão a essa modalidade terapêutica, em crianças.

Os anti-histamínicos tópicos bloqueiam os sintomas dependentes da ação histamínica local (prurido, espirros e rinorréia), atuando pouco sobre a obstrução nasal.

Outros fármacos coadjuvantes no controle dos sintomas nasais são o brometo de ipatrópio (anticolinérgico), que deverá ser restrito aos quadros de rinite com componente vasomotor e rinorréia aquosa importante, pois controla a produção de muco, e o cromoglicato dissódico que impede a degranulação dos mastócitos sensibilizados e está disponível a 2 e a 4%. Como efeitos colaterais destes dois tipos de fármacos temos, numa minoria de pacientes, relatos de epistaxis, ressecamento, irritação, espirros e ardência.

Nos pacientes em que houver forte evidência clínica de deficiência imunológica (infecções repetidas em diferentes sítios e/ou quadros sistêmicos) devem ser realizadas avaliações da imunidade humoral- dosagem de imunoglobulinas séricas, sub classes de IgG, títulos de anticorpos antipneumococo(65). Os casos de imunodeficiência, que constituem minoria dentro do grupo de crianças com sinusite crônica e recorrente, podem ser eventualmente beneficiados com a terapêutica de substituição de imunoglobulina ou imunização ativa antibacteriana.

No tratamento do grupo de crianças com sinusite crônica/recorrente, descongestionantes sistêmicos, antiinflamatórios não hormonais, mucolíticos, nebulizações, imunoterapia inespecífica não estão indicados89. Vasoconstritores tópicos devem também ser firmemente desencorajados para não provocarem rinite medicamentosa (por efeito rebote) e piora do quadro.

A abordagem cirúrgica para a sinusite crônica e recorrente tem indicação precisa e infreqüente no esquema terapêutico hoje estabelecido por diferentes autores(31,112,113). Está indicada em episódios agudos com disseminação infecciosa extra-sinusal e nos pacientes com alterações da funcionalidade/anatomia rinossinusal(31,112,113).

A punção esvaziadora sinusal, antes utilizada com alguma freqüência, é hoje considerada ineficaz para tratamento dos episódios de sinusite em crianças(31,39,67). Nos dias correntes, os procedimentos cirúrgicos objetivam essencialmente o restabelecimento da funcionalidade das cavidades paranasais para permitir a drenagem das secreções rinossinusais. Com esse objetivo, a cirurgia mais indicada é a adenoidectomia, nos casos de obstrução coanal, geralmente determinada por adenóide hipertrófica (ver fisiologia das cavidades paranasais)(75,99). Outro procedimento, a cirurgia endoscópica funcional (mini- functional endoscopic surgery ou mini-FES), tem alcançado bons resultados em casos selecionados de obstrução óstio-meatal(31,113). É realizada através de etmoidectomia anterior com remoção do processo uncinado, com ou sem antrostomia maxilar, e abertura da bulla etmoidal.

Em consenso recente para abordagem da rinossinusite crônica na criança, ficaram definidas as indicações para cirurgia sinusal(31). Indicações absolutas: (1) obstrução nasal completa na fibrose cística devido à polipose maciça ou fechamento do nariz por medialização da parede lateral nasal; (2) pólipo antrocoanal; (3) complicações intracranianas; (4) mucocele e mucopiocele; (5) abcesso da órbita; (6) lesão traumática do canal ótico; (7) dacriocistite refratária ao tratamento medicamentoso e secundária à sinusite; (8) sinusite fúngica. Constitui indicação relativa de cirurgia na rinossinusite crônica a falha terapêutica, apesar da abordagem medicamentosa adequada, após exclusão de patologia sistêmica de base.

A condução da terapêutica nos episódios de exacerbação aguda da sinusite crônica, bem como naqueles apresentados na sinusite recorrente, pode ser feita pelo pediatra geral, a nosso ver. É recomendável atentar para os fatores de risco, que devem ser removidos na medida do possível, e para a utilização de antibioticoterapia prolongada. Isso resolverá a maior parte desses episódios. Porém, o plano terapêutico para acompanhamento de longo prazo deve ser estabelecido para esses casos recorrentes e crônicos por um otorrinolaringologista. Essa escolha é determinada pela necessidade de realização do exame nasofibroscópico no diagnóstico e seguimento dos casos, assim como pela avaliação seqüencial quanto à indicação cirúrgica. A periodicidade de avaliações no seguimento dos pacientes será individualizada de acordo com as manifestações patológicas de cada criança(114). A interação, através da multidisciplinaridade, entre o pediatra, o otorrinolaringologista, o radiologista especializado e, muitas vezes, imunologista, é fundamental, do diagnóstico ao seguimento, para complementação e compatibilizações das informações.

Exames auxiliares

Os exames auxiliares considerados em relação à sinusite objetivam quatro aspectos: comprovação, determinação da fisiopatologia do processo, verificação da presença de complicações intra e extra-sinusais, determinação etiológica(43,67). Os três primeiros aspectos são abordáveis em conjunto por exames de observação direta e de imagem, e o último, por análise microbiológica.

Exames de observação direta e de imagem

São vários os recursos utilizados para o reconhecimento da sinusite e de suas complicações. Porém, todos apresentam limitações variadas quanto a diversos aspectos- precisão, invasividade, necessidade de equipamentos e profissionais especializados, assim como custo elevado. Nesse contexto, a maior parte dos casos (agudos) são diagnosticados apenas pela história e pelo exame físico, como descrito anteriormente(24). Porém, nos casos duvidosos, complicados, recorrentes e crônicos, há necessidade de maior precisão diagnóstica, e, portanto, os recursos auxiliares estão indicados.

A constatação irrefutável de sinusite é histológica(10,12). A comprovação de inflamação da mucosa sinusal poderia ser verificada por avaliação citológica do conteúdo sinusal, porém não é realizada, pela invasividade que demanda a obtenção de material intra-sinusal. A punção local, somente é realizada quando há outra finalidade adicional, como explanado mais adiante.

O exame rinoscópico ou rinoscopia poderia ser incluído apenas como parte do exame físico, na fase de investigação frente à suspeita de sinusite crônica e recorrente, como já citado, mas, alguns detalhes técnicos recomendam sua realização pelo otorrinolaringologista. O exame deve ser realizado com o auxílio de um espéculo nasal de tamanho apropriado. Requer uma boa iluminação frontal (fotóforo) e uso de pinças especiais(115). Quando há edema dos cornetos, é possível realizar a rinoscopia, após uma retração da mucosa promovida pelo uso local de vasoconstritor e anestésico tópico, embebidos em algodão(57). O exame permite observar as paredes mediais (septo) e laterais (cornetos) e visualizar limitadamente o COM. A limitação desse procedimento para diagnóstico de sinusites maxilares, frontais e etmoidais anteriores decorre da anatomia nasal(73). É útil na avaliação das sinusites crônicas e recorrentes.

A nasofibroendoscopia ou nasofibroscopia pode comprovar com precisão o diagnóstico de sinusite em grande parte dos casos, quando constata a saída de secreção através dos óstios sinusais (é possível ver diretamente o COM) ou quando permite a própria observação intra-sinusal(43,73,98). Nem sempre isso é possível, seja por dificuldade de acesso à cavidade paranasal, seja por completa obstrução ostial, mas é nitidamente superior à rinoscopia simples.

Adicionalmente, a nasofibroscopia possibilita a observação e a avaliação anatômica e funcional das condições nasossinusais. Permite uma avaliação do possível mecanismo fisiopatológico da sinusite, de grande importância nos casos crônicos e recorrentes, situações em que esse exame é considerado fundamental(31,43). Nesse sentido são avaliados forma e estado dos cornetos, presença de concha bullosa (corneto médio pneumatizado), pólipos, desvio de septo, edema e estrutura do COM, posição e dimensões da adenóide, presença de mucocele (intra-sinusal). O exame nasofibroscópico tem um outro aspecto importante, quando avalia a permeabilidade do pertuito aéreo nasal durante o ciclo respiratório. Essa avaliação dinâmica permite o reconhecimento de obstruções cíclicas das fossas nasais. As coanas podem sofrer oclusão apenas durante a inspiração, determinada pela cauda do corneto inferior, quando esta apresenta hipertrofia(73,99). Colabamentos nasais e a relação adenóide/coana são também observados dinamicamente. O exame endoscópico muitas vezes mostra que pequenas adenóides (vistas ao Raio X de perfil do cavum) originam obstrução das coanas à inspiração, encostando na cauda dos cornetos. Porém, outras vezes, adenóides grandes não o fazem(73,99).

A nasofibroscopia permite, portanto, a constatação de distorções anatômicas e/ou funcionais nasossinusais, que podem não ser reconhecidas mesmo ao exame tomográfico(11,33,56). Esse aspecto tem importante valor para tratamento e prognóstico dos casos de sinusite crônica ou recorrente. Nos casos com alterações funcionais mais significativas, de pior prognóstico, o exame pode determinar ou acelerar a opção cirúrgica de tratamento97. Por todas essas razões, a cirurgia das cavidades paranasais deve ser sempre precedida pela nasofibroscopia. A repetição do exame é freqüente nos pacientes com sinusites crônicas submetidos à cirurgia para avaliação do resultado e eventual indicação de reintervenções(113,114,116). Pela especificidade do equipamento e da técnica, a nasofibroscopia deve ser realizada apenas por profissionais especializados. Habilidade e experiência no relacionamento com crianças é imprescindível.

A transiluminação é pouco sensível e específica e tecnicamente só é possível em crianças escolares com suspeita de sinusite maxilar. As outras cavidades paranasais não são suscetíveis a essa forma de avaliação(117,118). O exame não tem sido utilizado pelos Serviços Otorrinolaringológicos.

A radiografia simples é um exame sensível que detecta a maior parte das sinusites agudas. Porém, estima-se que 5 a 30% dos quadros poderiam não ser reconhecidos dessa forma. Os sinais radiológicos compatíveis com sinusite incluem espessamento do revestimento mucoso acima de 4mm, nível hidroaéreo ou obliteração total de uma ou mais cavidades paranasais(83,116).

Diferentes incidências podem ser realizadas, aumentando a sensibilidade do exame radiográfico, porém elevando simultaneamente a irradiação e o custo do exame. Por esses motivos, na maior parte dos casos suspeitos de sinusite é realizada apenas a posição de Waters (mento-naso), favorável à avaliação das cavidades paranasais maxilares e frontais. Essas originam, de modo geral, as sinusites com maior repercussão clínica(37,81). Porém, para avaliação das sinusites etmoidais, as mais freqüentes, essa posição é pouco adequada. A incidência específica de Caldwell (fronto-naso) permite maior sensibilidade, ainda assim parcial, geralmente subestimando o diagnóstico das sinusites etmoidais(72,74,84). A incidência de perfil (lateral) é utilizada apenas em alguns casos em que as posições anteriores foram inconclusivas. A incidência de Hirtz (basal ou axial) tem como finalidade avaliar as cavidades esfenoidais. É indicada apenas em algumas crianças acima de seis anos ou em adolescentes, quando há suspeita clínica específica de sinusite esfenoidal (cefaléia persistente no vértix craniano ou abscesso intracraniano)(81).

A especificidade do exame radiográfico simples é reduzida, pois podem ser indistinguíveis imagens de inflamação atual, pregressa (cicatricial) e mesmo variações anatômicas, tais como hipoplasia da cavidade paranasal(43,78). Dessa forma, devido à adequada sensibilidade e à limitada especificidade para as sinusites da criança, o exame radiográfico simples pode ser utilizado como método preliminar para exclusão do diagnóstico em casos clínicos a esclarecer, mas não para o diagnóstico de inflamação sinusal na fase aguda(78,102).

Outro aspecto a ser abordado é a idade na qual os exames têm sido realizados. O consenso internacional indica que não se realize exame radiológico nos primeiros 12 meses de vida, (exceto nas complicações extra-sinusais), pois a mucosa das cavidades paranasais nessa faixa etária é espessa, sendo o aspecto normal muitas vezes indistinguível da mucosa inflamada(38). Entre 12 e 18 meses de idade, apenas as cavidades maxilares podem ser razoavelmente vistas, porém ainda com dificuldade para avaliação do grau de espessamento mucoso. Somente quando há obliteração total de uma ou de ambas as cavidades paranasais maxilares é possível uma interpretação radiológica mais conclusiva. Portanto, nos primeiros 18 meses de vida, a radiologia convencional das cavidades paranasais tem pouca ou nenhuma utilidade para avaliar a presença de inflamação sinusal. As cavidades frontais e esfenoidais não devem ser avaliadas radiograficamente em crianças com menos de três a quatro anos de idade, pois são incipientes(27,33,119).

A tomografia computadorizada não contrastada permite o diagnóstico de sinusite com elevado grau de sensibilidade e especifidade. É considerada hoje o melhor exame auxiliar para o diagnóstico da sinusite na criança, porém o custo, o acesso e a irradiação fazem com que o exame deva merecer indicação criteriosa(31,56,119). Adicionalmente deve ser considerada a necessidade da imobilização absoluta durante o exame, o que determina a necessidade de anestesia geral em crianças menores de três anos de idade. Esses aspectos restringem a utilização do exame aos casos agudos complicados, às sinusites recorrentes e crônicas, bem como às avaliações pré-operatórias de cirurgia endonasal(11,48,72,102,120). Além da avaliação das cavidades paranasais, o exame tomográfico permite analisar o COM, resultado que complementa aquele verificado à nasofibroscopia. Essa avaliação é fundamental para compreensão fisiopatológica dos casos recorrentes e crônicos. Na Figura 3, observamos exame tomográfico computadorizado em plano coronal com alteração anatômica no complexo ostiomeatal esquerdo (corneto médio pneumatizado ou concha bullosa), determinando obstrução e sinusite crônica.

Figura 3-
Tomografia computadorizada no plano coronal evidencia uma concha média bolhosa e volumosa à esquerda que determina estreitamento do meato médio, originando sinusite maxilar, frontal e etmoidal anterior

A oportunidade de realização do exame tomográfico pode ser diversa. Nos casos de sinusite com possível disseminação infecciosa extra-sinusal (ver Figura 2), o exame tomográfico deve ser realizado imediatamente, o que não é recomendável para os casos crônicos ou recorrentes(74,113). Nessas últimas circunstâncias clínicas, o exame tomográfico deve ser postergado durante quatro semanas, período em que a terapêutica antibiótica reduzirá a secreção local e o edema de mucosa, permitindo uma avaliação mais detalhada do COM(74).

Em algumas circunstâncias clínicas, pode estar indicada uma variação na técnica do exame tomográfico. Evenualmente, em casos de sinusite crônica ou recorrente, pode haver indicação da realização da tomografia contrastada, com infusão de contraste iodado intravenoso(69,102). É recomendável quando houver suspeita adicional da presença de pólipos nasais ou tumores ou, ainda, quando epistaxes severas demandarem a investigação de malformações vasculares(120).

A ressonância magnética é exame sensível, mas pouco utilizado no diagnóstico da sinusite na criança. Em relação à tomografia computadorizada tem a vantagem da ausência de irradiação, porém apresenta menor poder de resolução para alterações ósseas, custo mais elevado, assim como necessidade de anestesia geral em crianças menores. Esse método tem indicação apenas na suspeita de algumas das complicações de sinusite: abcesso periorbitário ou intracraniano, meningoencefalite, trombose de veia oftálmica ou de seio cavernoso. Também está indicado na investigação de processos tumorais simultâneos à sinusite e nos raros casos de suspeita de sinusite fúngica(14,120,121).

A ultra-sonografia é um exame de reduzida sensibilidade e especifidade para o diagnóstico da sinusite na criança. Sua utilização não é, ainda, recomendável para aplicação clínica(31,35,74).

Exames microbiológicos

A sinusite é uma patologia inflamatória geralmente de etiologia infecciosa. Os vírus, responsáveis pela grande maioria dos casos agudos, não são pesquisados na prática pediátrica e otorrinopediátrica. Isso decorre de dificuldade metodológica e ausência de terapêutica específica para esses agentes(1,21,52). Os agentes bacterianos podem estar presentes em parte dos casos agudos e na maioria dos casos subagudos e crônicos(24)24. O reconhecimento da presença de bactérias nas cavidades paranasais é de interesse terapêutico. Porém a coleta de espécime clínico adequado para essa identificação etiológica é difícil, pois a secreção nasal ou justa-ostial não é confiável(9,103). Embora as bactérias causadoras de sinusite sejam provenientes da fossa nasal, a correlação entre a flora do nariz e a da cavidade paranasal é apenas parcial. A identificação precisa do agente bacteriano só pode ser realizada com a coleta de material intra-sinusal, o que é, ao mesmo tempo, invasivo e tecnicamente difícil em crianças, requerendo anestesia geral(9,103). Dessa forma, a avaliação de material intras-sinusal é reservada a raros casos crônicos e recorrentes, em que ocorreram falhas terapêuticas na presença de supuração intra-orbitária ou intracraniana, e, excepcionalmente, em episódios agudos de grande toxemia(28,31,82). A avaliação de material sinusal por punção aspirativa é indicada algumas vezes em grupos de risco para infecções incomuns- diabéticos, aidéticos, mucoviscidóticos e oncológicos69.

A avaliação microbiológica para bactérias é feita em meio aeróbio e anaeróbio, neste último particularmente nos casos de sinusite crônica, em que bactérias anaeróbias ocorrem associadas às aeróbias (inclusive Staphylococcus aureus)(9,103). Culturas em meio de Saburaud e esfregaços diretos podem ser realizados nos casos suspeitos de infecção fúngica em crianças com algum tipo de imunodeficiência(122).

Conclusões

O reconhecimento da sinusite aguda complicada é essencialmente clínico através da história e do exame físico. Os exames auxiliares são reservados apenas para as complicações extra-sinusais. A conduta antibiótica é calcada no uso da amoxicilina, não cabendo, de modo geral, a utilização de drogas mais onerosas. Outros fármacos são supérfluos nessa situação clínica.

As sinusites crônicas e recorrentes também são suspeitadas pelos elementos clínicos, mas devem ser comprovadas e conduzidas à luz das avaliações nasofibroscópica e tomográfica. A pesquisa do mecanismo fisiopatogênico envolvido em cada caso é fundamental para estabelecer um plano terapêutico. A avaliação microbiológica é realizada excepcionalmente, e a utilização de antibiótico é feita em base clínica, individualizada e restrita aos períodos com sintomatologia.

Na opinião dos autores, como de outros, a padronização diagnóstica e terapêutica para o tratamento da sinusite da criança, como enfocada na presente revisão, conduz a uma redução do número de tratamentos antibióticos supérfluos(21,24,25,29,31). Em especial, objetivamos a redução do uso inadequado dos antimicrobianos mais recententemente introduzidos na farmacopéia. Como resultado final, pode-se obter a redução da iatrogenia, da resistência antibiótica das bactérias e dos custos de tratamento.

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Título do artigo: "Conduta diagnóstica e terapêutica na sinusite da criança"
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