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Introdução
O uso de albumina humana exógena associado à nutrição
parenteral total (NPT) com o objetivo de melhorar o estado nutricional
tem sido relatado na literatura por mais de uma década e
baseia-se na capacidade de a NPT modificada normalizar rapidamente
o nível sérico de albumina, corrigindo a hipoalbuminemia,
mantendo a pressão oncótica e colocando o paciente
em uma categoria estatisticamente com melhor prognóstico ().
Níveis baixos de albumina são freqüentemente
observados em pacientes adultos e pediátricos desnutridos
hospitalizados e em recém-nascidos (RN) doentes e prematuros,
estando associados com várias disfunções orgânicas
(diminuição da pressão oncótica, da
resistência a infecções e da capacidade de cicatrização
de lesões, edema periférico e intestinal, diminuição
da motilidade gastrintestinal, com intolerância à alimentação
enteral, sobrecarga pulmonar de fluidos) e evolução
clínica adversa (). As propriedades "reparativas"
da albumina na NPT estariam relacionadas com o perfil de aminoácidos
e com o conteúdo calórico da NPT, levando a uma melhora
na síntese protéica ou à inibição
da degradação da albumina infundida. Assim, a suplementação
de albumina em pacientes doentes, hipoalbuminêmicos e com
oferta nutricional prejudicada poderia ser útil para melhorar
as funções relacionadas com a albumina. RN, especialmente
prematuros e pequenos, têm reservas limitadas de proteínas
e energia ao nascimento. Além disso, demandas metabólicas,
vias enzimáticas imaturas ou inadequadas, imaturidade gastrintestinal,
doenças respiratórias, além de pouca absorção
e/ou quantidades insuficientes de precursores de nitrogênio
e aminoácidos individuais, podem limitar o aporte adequado
de proteínas e calorias, diminuindo a síntese protéica
hepática. Por outro lado, vários estudos afirmam não
haver benefício clínico comprovado com a suplementação,
exceto a elevação dos níveis séricos,
o que não justificaria o alto custo dessa terapia (). A administração
de albumina humana para a melhora das condições gerais
e do estado nutricional de RN hospitalizados permanece indefinida,
sendo seu uso muitas vezes empírico, estimulado pela observação
da correlação inversa entre concentração
sérica de albumina e morbimortalidade. Diante das controvérsias
quanto ao seu uso e tendo-se presente métodos de avaliação
do estado nutricional, propôs-se o presente estudo com o objetivo
de avaliar a influência da administração de
albumina humana na NPT de RN gravemente doentes sobre os níveis
sangüíneos de marcadores protéicos como albumina,
proteínas totais, pré-albumina, proteína ligadora
do retinol (RBP), retenção de nitrogênio, parâmetros
relacionados à evolução ponderal, alimentação
enteral, dias de internação na unidade de terapia
intensiva (UTI) e hospitalar e morbimortalidade.
População e métodos
Realizou-se um estudo caso-controle incluindo RN prematuros com
peso inferior a 2.500 g, admitidos na Unidade de Cuidados Intensivos
Neonatais do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM),
no período de novembro de 1997 a novembro de 1998, com as
seguintes características: não estavam recebendo alimentação
enteral, por não apresentarem condições clínicas
de recebê-la; apesar de apresentar doenças graves,
estavam em condições clínicas e laboratoriais
estáveis, ou seja, não exigiram modificações,
ao longo dos diferentes dias de estudo, no volume de fluidos ou
nos componentes da NPT. Os critérios de exclusão considerados
foram: insuficiência renal aguda, colestase, perdas protéicas
(fístulas), uso de medicamentos que interferissem na excreção
hídrica (diuréticos, indometacina) e administração
de corticosteróides na mãe antes do parto. Foram avaliados
40 RN, distribuídos, por sorteio, em dois grupos, dos quais
30 RN preencheram os critérios de inclusão ao final
do estudo, sendo cada grupo constituído de 15 RN recebendo
NPT padronizada, segundo a rotina do serviço, com as seguintes
características:
- Grupo controle sem albumina (C): recebeu NPT padronizada
habitual;
- Grupo com albumina (A): recebeu NPT padronizada acrescida de
1g/kg/dia de albumina humana (Zenalb®20-Human Albumin 20%, Bio
Products Lab.), administrada diariamente em 12 horas, durante todo
o período do estudo. Após uma fase inicial de adaptação,
o período de avaliação de 7 dias (início
no terceiro ou quarto dia pós-natal e fim no 10o ou 11o),
com introdução progressiva da NPT, conforme a rotina
e a tolerância do RN. As soluções de NPT foram
preparadas na farmácia do HUSM, conforme prescrição
médica. As soluções de aminoácidos (iniciando
com 1 g/kg/dia com aumento progressivo de 0,5 g/kg/dia até
3 g/kg/dia) e de lipídios (1 g/kg/dia no início da
NPT com aumento de 0,5 g/kg/dia até 3 g/kg/dia) utilizadas
foram PEDIAMINO PLM10%, BBraun e INTRALIPID 10%, Darrow, respectivamente.
De cada RN foram obtidos antecedentes maternos, história
obstétrica, peso de nascimento, sexo, idade gestacional (método
de Capurro), avaliação da adequação
do peso de nascimento para a idade gestacional, diagnósticos
clínicos comprovados (na internação, no início
e no final do estudo), evolução clínica no
período do estudo, respiratory acuity system (RAS)
()
no início e no final do estudo e complicações
observadas. Cada RN recebeu, no mínimo, 90% do volume de
NPT prescrito. Dois ml de sangue foram coletados no primeiro e no
sétimo dia do estudo. A urina foi coletada no sétimo
dia do estudo durante 24 horas, utilizando bolsa pediátrica.
Os frascos eram mantidos em geladeira a -4 oC durante as 24 horas
da coleta. Ao final do balanço os volumes eram medidos, sendo
uma amostra congelada a -20 ºC para posterior análise
e estimativa da retenção de nitrogênio. Nenhum
RN participante do estudo evacuou nos dias próximos ao dia
do balanço nem durante a realização do mesmo.
Foi coletada uma amostra da NPT de cada RN infundida no dia do balanço.
Essas amostras foram acondicionadas em frascos estéreis e
guardadas em congelador a -20 ºC até o momento das dosagens
bioquímicas.
Dosagens laboratoriais
Na urina e nas soluções de NPT foi dosado nitrogênio.
No plasma, proteínas totais, albumina, pré-albumina
e RBP. Para a dosagem de nitrogênio, foi utilizado o método
de Kjeldahl. As dosagens de proteínas totais foram feitas
pelo método do Biureto, e as dosagens de pré-albumina
e RBP, por nefelometria. Todas as dosagens foram feitas em duplicata,
exceto as dosagens de pré-albumina e RBP.
Análise estatística
Os resultados individuais de cada RN foram colocados em um protocolo
próprio e, após, digitados em um banco de dados
utilizando o programa Epi-Info (versão 6.0, julho, 1996)
e analisados no Epi-Info e Stata (1998). Utilizou-se o teste não-paramétrico
de Kruskal-Wallis e o qui-quadrado, aceitando-se um nível
de significância de p < 0,05. O protocolo de estudo foi
aprovado pelas Comissões de Ética do Hospital de
Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto,
Universidade de São Paulo (USP), e do HUSM. Em todos os
casos, foi obtido consentimento informado dos pais ou responsáveis.
Resultados
Foram incluídos no estudo 30 RN (n = 30), sendo que 15
receberam albumina e 15 pertenciam ao grupo controle. Não
houve diferenças entre os grupos quanto ao sexo, peso ao
nascimento, idade gestacional, classificação quanto
ao peso e idade gestacional, uso de oxigenoterapia, uso de respirador
e RAS (Tabela 1). Os grupos estudados apresentaram perfis de doenças
semelhantes no início do estudo, com predomínio
de membrana hialina, síndrome hipóxico-isquêmica,
infecção e patologias cirúrgicas, como atresia
de esôfago, hérnia diafragmática, gastrosquise
e atresia de duodeno, sem diferenças significativas (Tabela
2). Os valores expressos, em mediana e quartis, referentes ao
volume e nutrientes fornecidos às crianças dos dois
grupos no período do estudo não mostraram diferenças
estatísticas significativas (Tabela 3).
Tabela 1 -
Características e condições clínicas
da população estudada
Tabela 2 -
Patologias apresentadas pelos recém-nascidos dos grupos C
e A no início do estudo
Tabela 3 -
Mediana e quartis dos nutrientes administrados aos grupos C e A
durante o período do estudo
Marcadores bioquímicos sangüíneos
Houve diferença estatisticamente significativa entre os
grupos somente no final do estudo em relação a proteínas
totais e albumina (Tabela 4).
Tabela 4 -
Mediana e quartis dos valores de albumina (g/dl), pré-albumina
(mg/dl), RBP (mg/dl) e proteínas totais (g/dl) nos grupos
C e A, no início e final do estudo
Balanço do nitrogênio
O balanço, realizado no final do estudo, não mostrou
diferenças estatisticamente significativas entre os dois
grupos em relação à quantidade de nitrogênio
administrado, urinário e retido (Tabela 5).
Tabela 5 -
Mediana e quartis dos valores de nitrogênio infundido na nutrição
parenteral, nitrogênio urinário, retenção
e balanço de nitrogênio no final do estudo (dia do
balanço) nos grupos C e A
Início da alimentação enteral, tempo
para atingir o volume enteral pleno, dias de internação
na UTI, tempo total de internação e mortalidade
Em relação a essas variáveis, não houve
diferenças entre os grupos (Tabela 6).
Tabela 6 -
Mediana e quartis do tempo (em dias) de variáveis relacionadas
à alimentação parenteral e enteral, dias de
internação em UTI e hospitalar
Evolução do peso
Quanto ao ganho de peso durante o período do estudo, não
se observam diferenças significativas entre os dois grupos
(Tabela 7). Porém, observa-se que, no grupo C, somente duas
crianças (13,3%) tiveram acréscimo no peso, enquanto
que, no grupo A, oito RN (53,3%) obtiveram algum ganho ao final
do estudo (Tabela 7).
Tabela 7 -
Mediana e quartis do peso (gramas) no início e no final do
estudo
Discussão
A nutrição adequada é um fator importante na
regulação da síntese de albumina, e a concentração
sérica de albumina ainda é considerada, por muitos
autores, um bom indicador nutricional isolado. Assim, apesar das
limitações hoje conhecidas, a concentração
sérica de albumina continua sendo utilizada rotineiramente
para a avaliação do estado nutricional em pacientes
hospitalizados de todas as idades (). No prematuro, os níveis
de albumina e proteínas totais são normalmente mais
baixos que no RN a termo, lactente e crianças maiores. Há
correlação positiva significativa entre idade gestacional
e concentração de proteínas totais e albumina (),
variando de 20 g/l em 28 semanas de gestação até
30 g/l ao termo; as proteínas totais se elevam de 40 g/l
em 28 semanas até 60 g/l ao nascimento (). Em relação
à albumina, no início do presente estudo, não
houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos,
mas, ao final do estudo, ocorreu diferença significativa
entre os mesmos (p < 0,001), demonstrando que a reposição
de albumina humana efetivamente eleva os níveis séricos
de proteínas totais e de albumina em um curto espaço
de tempo. A meia-vida longa limita o valor da albumina na identificação
das alterações agudas no estado nutricional, e a baixa
sensibilidade e especificidade a tornam um parâmetro pobre
para a avaliação do estado nutricional de pacientes
individualmente, sendo um marcador mais apropriado em estudos prolongados
e epidemiológicos (). As concentrações de pré-albumina
e RBP são indicadores mais sensíveis da adequação
do aporte nutricional () e parecem se correlacionar melhor com
o balanço de nitrogênio durante a terapia nutricional,
evidenciando resposta à realimentação mais
precocemente que albumina, proteínas totais e transferrina (),
sendo sua monitorização útil para identificar
alterações precoces no aporte de caloria e energia
e para avaliar a eficácia do suporte nutricional utilizado
em períodos curtos (). No presente estudo, as concentrações
plasmáticas de pré-albumina e RBP encontradas foram
inferiores àquelas referidas na literatura () e não
mostraram diferença estatisticamente significativa entre
os grupos, nem tampouco intragrupos. É possível que,
no presente estudo, a oferta protéico-calórica insuficiente
explique as baixas concentrações de pré-albumina
e RBP e a não-elevação desses marcadores nutricionais
após 7 dias de NPT. Ingesta inferior a 2 g/kg/dia de proteínas
e aporte calórico inferior a 100 cal/kg/dia se traduzem em
níveis séricos significativamente mais baixos de pré-albumina
e RBP (), o que efetivamente ocorreu em nosso estudo (Tabela 3).
A estimativa das necessidades de proteínas pelos estudos
de balanço se baseia na observação de que as
necessidades são supridas quando a retenção
máxima é alcançada. As necessidades de proteínas
em RN, obtidas a partir de estudos de balanço, variam de
1,6 a 4,2 g/kg/dia, dependendo do tipo de proteína recebida
pela criança, das condições fisiológicas
e da idade gestacional (). Em contraste com adultos saudáveis,
que vivem em um estado de balanço nitrogenado neutro, RN
necessitam estar em balanço positivo para conseguir crescimento
e desenvolvimento satisfatórios. As necessidades de nitrogênio
resultam principalmente da quantidade de proteínas metabolizadas,
sendo bem maiores nos prematuros. Nos primeiros meses de vida, a
retenção de nitrogênio é de 140 a 250
mg/kg/dia para RN a termo recebendo leite materno e em torno de
350 mg/kg/dia para RN alimentados com leite de fórmula ().
As necessidades de proteínas, no entanto, variam conforme
a idade: para RN de baixo peso, podem se aproximar de 3,5 g/kg/dia
(para fornecer em torno de 480 mg/kg/dia de nitrogênio) e
2 g/kg/dia (280 mg/kg/dia) para crianças a termo (). Os
prematuros têm um metabolismo imaturo de aminoácidos;
por isso, a quantidade a ser oferecida para adquirir retenção
nitrogenada similar à intra-uterina é difícil
de ser atingida e depende da digestibilidade e da utilização
da proteína recebida (). No presente estudo, os pacientes
dos dois grupos receberam quantidades similares de nitrogênio,
sem diferença estatisticamente significativa. Essas quantidades
são compatíveis com as recomendadas para RN, porém
podem ser baixas para as necessidades dos pré-termos. As
fontes calóricas protéicas e não-protéicas
foram semelhantes nos dois grupos. O balanço nitrogenado
foi positivo nos dois grupos, com retenção de nitrogênio
no grupo C de 65,8% e no grupo A de 75,5% (do nitrogênio oferecido,
em valores medianos). Isso comprova a avidez dos RN em reter nitrogênio,
mesmo recebendo aporte protéico-calórico abaixo do
recomendado, como no caso deste estudo, o que está de acordo
com os achados da literatura (). Em nosso estudo, em uma semana,
97,7% dos pacientes estavam em estado anabólico, mesmo com
oferta protéico-calórica ainda abaixo do recomendado;
provavelmente por causa disso, não ocorreram modificações
significativas na pré-albumina, RBP e peso.
Os RN do grupo A perderam menos peso, recuperaram o peso de nascimento
aparentemente um pouco antes que o grupo C e, ao final do estudo,
ganharam mais peso (Tabela 7). Também iniciaram alimentação
enteral com menos dias de vida, e o tempo necessário para
atingir o volume enteral pleno foi um pouco menor (2 dias antes
que o grupo C). No entanto, essas diferenças não foram
estatisticamente significativas. O teor calórico recebido
foi similar em ambos grupos, assim como a oferta de aminoácidos
(não computando a valor protéico da albumina suplementada).
A absorção enteral de fluidos é parcialmente
dependente da pressão oncótica do plasma. Níveis
séricos baixos de albumina são correlacionados com
diminuição na absorção de fluidos e
aumento na retenção de fluidos no intestino (). Esse
acúmulo de fluidos diminui a motilidade intestinal e a absorção
de nutrientes. Assim, diferenças no ganho de peso poderiam
ser explicadas, em parte, pelos efeitos positivos de um nível
sérico mais alto de albumina e de pressão oncótica,
com melhora na tolerância à dieta pelos RN (). De modo
similar, estudos em pacientes adultos também encontraram
correlação positiva entre níveis séricos
de albumina e melhor tolerância à alimentação
enteral (), o que não pôde ser comprovado estatisticamente
no presente estudo. Em RN, a utilização de albumina
na NPT também mostrou repercussão sobre o início
da alimentação enteral, com recuperação
mais rápida do peso de nascimento no grupo tratado (). As diferenças
no ganho de peso também poderiam ser atribuídas a
uma melhora na motilidade ou absorção intestinal pelo
efeito da albumina. Nesse caso, porém, seria de se esperar
uma melhora na tolerância gastrintestinal, com conseqüente
início mais precoce da alimentação enteral
e melhor ganho de peso. No presente estudo, apesar de um tempo de
observação menor, as diferenças não
foram estatisticamente significativas entre os grupos no que se
refere a peso, idade de início da via enteral e tempo para
atingir o volume enteral pleno. Os dados existentes em RN são
escassos e não são conclusivos no sentido de mostrar
benefícios nesse uso, e não há, na literatura,
nenhum trabalho com suplementação de albumina em crianças
utilizando predominantemente a via enteral. Estudos adicionais,
com maior número de crianças e com maior tempo de
uso de albumina, seriam necessários para determinar o quanto
a recuperação mais precoce do peso de nascimento nas
crianças se deve a uma melhora na tolerância enteral
da alimentação ou apenas a uma melhora da doença
subjacente.
Estudos encontrados na literatura relatam correlação
inversamente proporcional significativa entre os níveis de
albumina e o tempo de internação hospitalar, morbidade
e mortalidade, com evidências de que o nível sérico
de albumina pode atuar como fator preditor contra o risco de morte
(),
justificando, assim, a administração de albumina.
Porém, muitos desses estudos se baseiam em grupos de pacientes
muito idosos e com doenças crônicas, nos quais a própria
doença pode ter determinado a hipoalbuminemia e a mortalidade,
em vez do estado nutricional. Nosso estudo possui uma população
homogênea de RN gravemente doentes, com níveis iniciais
comparáveis de albumina, e não foi possível
observar diferença estatisticamente significativa em relação
ao tempo de internação e mortalidade entre os grupos.
Estudos prospectivos, randomizados, controlados e duplo-cegos não
encontraram diferenças significativas com a suplementação
de albumina no tempo total de internação, dependência
da ventilação mecânica, tolerância à
alimentação enteral, morbidade e mortalidade, apesar
da elevação significativa da albumina sérica
();
tais dados estão de acordo com o presente estudo. Nesses
estudos e também no presente trabalho, obteve-se elevação
dos níveis séricos da albumina, porém essa
elevação não proporcionou diferenças
significativas em relação ao estado nutricional bioquímico
(níveis de pré-albumina e RBP) e não mostrou
diferenças quanto aos parâmetros clínicos analisados.
De acordo com os dados obtidos, não foram encontrados indicadores
consistentes de benefício com o uso de albumina humana exógena
na NPT em RN doentes, não se justificando, portanto, sua
recomendação, a não ser que o objetivo pretendido
seja exclusivamente elevar os níveis sangüíneos
da albumina.
Agradecimentos
Ao Serviço de Farmácia, Setor de NPT do HUSM-RS,
e à Isabel Machado Souza (Laboratório de Pediatria
HCRP-USP), pelo auxílio prestado.
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